Cinco policiais militares foram presos pela Corregedoria da Polícia Militar do Rio de Janeiro, após a identificação de possíveis crimes cometidos durante a megaoperação realizada em 28 de outubro nos complexos da Penha e do Alemão. A ação, considerada a mais letal da história do país, resultou em 122 mortes e segue sob investigação de diferentes órgãos.
Segundo informações apuradas pela CNN Brasil, as prisões ocorreram após análise detalhada das imagens das câmeras corporais utilizadas pelos agentes no dia da operação. Essas imagens revelaram indícios de condutas irregulares, incluindo o furto de um fuzil que teria sido retirado de circulação para possível revenda, além do desmonte de peças de veículos apreendidos e subtração de materiais que faziam parte das provas recolhidas.
Além das prisões, a 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar cumpriu dez mandados de busca e apreensão contra outros policiais ligados ao mesmo batalhão. A Corregedoria afirmou que o material apreendido deve ajudar a esclarecer a participação de cada agente envolvido nos desvios apontados.
A megaoperação em questão já era alvo de diversos pedidos de apuração por parte de entidades de direitos humanos, que questionam a proporcionalidade da ação e a preservação das provas. A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio acompanha o caso e solicitou transparência total nas investigações.
Em nota, a Polícia Militar informou que não tolera desvios de conduta e que os policiais responderão às acusações de acordo com a legislação. Caso os indícios sejam confirmados, a corporação afirmou que aplicará todas as sanções administrativas e criminais cabíveis.
As investigações continuam sob responsabilidade da 1ª DPJM, que segue analisando imagens, depoimentos e documentos apreendidos ao longo da operação.







