O celular apitou, a mensagem foi curta e direta, mas o impacto foi imediato. Na tarde desta quinta-feira (22), moradores de Itaúna foram surpreendidos por um alerta da Defesa Civil estadual para a possibilidade de chuvas severas na região. Em uma cidade que já enfrenta dias consecutivos de instabilidade climática, o aviso reacendeu o medo de novos transtornos — e, para muitos, o temor tem fundamento.
A chuva não dá trégua desde a semana passada e já deixou marcas visíveis em diferentes pontos do município. Quedas de árvores, desmoronamento de barracos, muros que cederam e até o comprometimento de uma rua inteira fazem parte do cenário que preocupa a população. Embora, oficialmente, apenas dois episódios mais graves tenham sido registrados nesta semana, o clima é de apreensão constante.
Na madrugada de quinta-feira, por volta de 1h, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais foi acionado para atender uma ocorrência de desabamento de muro em uma residência no bairro Morada Nova. No local, os militares constataram a queda de grande parte do muro frontal do imóvel. Apesar do susto, não houve registro de feridos.
De acordo com a corporação, a estrutura da casa não apresentava, naquele momento, trincas, rachaduras ou fissuras aparentes. Ainda assim, o desabamento expôs a fundação e o solo, além do rompimento da tubulação de água e danos ao padrão de energia elétrica.
Como medida preventiva, o responsável pela residência foi orientado a desocupar o local até que uma avaliação técnica seja realizada por órgão competente. A área foi isolada pelos bombeiros e a Defesa Civil Municipal está acompanhando a situação.
Na manhã de quinta-feira, outra ocorrência mobilizou o 2º Pelotão de Bombeiros Militar. Uma árvore de grande porte caiu na Avenida Castro Alves, no bairro Irmãos Auler, obstruindo quase totalmente a via e colocando em risco motoristas e pedestres. Os militares realizaram o corte da árvore e a remoção do material, liberando o tráfego com segurança.
A sequência de ocorrências, somada ao alerta oficial, tem deixado moradores em estado de atenção. Em bairros mais vulneráveis, o receio é de que o solo encharcado e as estruturas antigas não resistam a novas pancadas de chuva. Enquanto a previsão indica continuidade do tempo instável, a população segue acompanhando o céu — e os alertas no celular — com preocupação redobrada.







