O vice-prefeito Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto (PL) está de volta a Itaúna e, segundo seus advogados, determinado a provar sua inocência. Em nota, a defesa sustenta que o caso ainda está em fase de investigação e critica o que considera pré-julgamentos precipitados.
Em nota, seus advogados reforçam que não existe qualquer decisão de condenação contra Hidelbrando Neto, nem mesmo em primeira instância, e que o processo corre sob segredo de Justiça, motivo pelo qual não podem dar detalhes de mérito neste momento.
Este fato foi confirmado por declaração da Polícia Federal apresentada no âmbito da comissão Processante da Câmara Municipal de Itaúna, conforme leitura realizada em reunião plenária do final do ano passado. De acordo com a declaração lida pelo Presidente da Comissão Processante, vereador Gustavo Barbosa, inexistem decisões criminais com trânsito em julgado em desfavor do vice-prefeito.
Investigado pela Polícia Federal em operação correlacionada à Operação Rejeito, Hidelbrando cumpre medidas cautelares preventivas, incluindo retenção domiciliar, com monitoração eletrônica, desde 9 de fevereiro, por decisão judicial de segunda instância, que alterou a decisão inicial.
Na quinta-feira, os advogados divulgaram nota em resposta à reportagem veiculada por alguns veículos de comunicação. Segundo a defesa de Hidelbrando Neto “é preciso esclarecer que o processo relacionado ao cliente ainda está em fase de investigação, sem qualquer decisão de condenação contra ele. Qualquer pré-julgamento ou acusação, neste momento, além de tecnicamente inverossímil, configuraria violação aos seus direitos legalmente e constitucionalmente estabelecidos.”
Sobre a viagem ao exterior, ponto que gerou forte repercussão política em Itaúna, os advogados asseguram que não houve qualquer tentativa de fuga. “A viagem ao exterior, iniciada no dia 15 de setembro de 2025, ocorreu exclusivamente para atender a compromissos profissionais previamente agendados. O embarque foi realizado antes da deflagração da referida investigação policial, em um momento em que não havia qualquer indício de investigação envolvendo o seu nome”, afirma a defesa.
Os advogados também destacam que o retorno ao país foi espontâneo: “ele retornou voluntariamente ao Brasil, colocando-se à inteira disposição da Justiça, de forma colaborativa, acatando as determinações judiciais da Segunda Instância. Atualmente, ele cumpre as medidas determinadas pelo Poder Judiciário, com absoluto rigor e respeito.”
Vice pode voltar ao cargo
No campo político, a Câmara Municipal declarou a vacância do cargo de vice-prefeito após a ausência superior a 15 dias sem autorização legislativa. A defesa, entretanto, sustenta que a decisão não guarda relação com os fatos investigados. “No que tange à declaração de vacância do cargo de vice-prefeito de Itaúna pela Câmara Municipal, a defesa reitera que nenhum dos fatos apurados pela investigação possui qualquer relação com o exercício de sua função política. Conforme se sabe, em nenhum momento Hidelbrando Neto chegou a assumir o comando do Poder Executivo municipal. O tema tramita na justiça”, pontua a nota encaminhada ao Jornal S’Passo.
Os advogados também ressaltam o histórico pessoal do ex-vice-prefeito: “Hidelbrando Neto possui um histórico profissional e de vida pautado pelo respeito às leis e sem qualquer mácula prévia, tanto na vida pública, quanto empresarial.”
Quanto ao mérito da investigação, que segue sob segredo de Justiça, a defesa demonstra confiança absoluta nas instituições: “informamos que Hidelbrando Neto se mantém tranquilo e deposita total confiança nas instituições democráticas e no sistema de Justiça do Brasil, com a inabalável certeza de que o curso natural do processo demonstrará, de forma irrefutável, a sua completa inocência. E que toda a verdade aparecerá durante o processo.”
Assinam a nota os advogados Matheus Pimenta de Freitas, Gabriel Freitas Vieira, Diego de Rossi e Leonardo Burger.







