Risco iminente na Reta de Santanense: deslizamento ameaça linha férrea e pode provocar tragédia 

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Um cenário que mistura medo, indignação e sensação de abandono tem tirado o sono de moradores da Avenida Dr. Miguel Augusto Gonçalves, na conhecida Reta de Santanense. Um deslizamento de terra em um terreno próximo à tradicional “Grutinha”, no trecho entre o local e o Banco de Alimentos Elza Lopes, acendeu o alerta para um possível desastre de grandes proporções. 

Segundo relatos de moradores, o barranco vem cedendo gradativamente. Árvores já estariam tombando e atingindo a rede de energia de alta tensão. O detalhe mais alarmante: logo acima do ponto afetado passa a linha férrea administrada pela VLI. 

“A linha férrea passa logo acima. Se esse barranco continuar cedendo, pode comprometer os trilhos. E se os trilhos cederem, o trem pode descarrilar e os vagões podem cair na avenida”, alerta uma moradora, visivelmente preocupada. “Nunca vimos nenhuma avaliação de risco aqui. Nem da Prefeitura, nem da VLI. A gente está com medo de que o pior aconteça.” 

Tragédia anunciada 

O trecho é movimentado diariamente por veículos, ciclistas e pedestres. A possibilidade de um desmoronamento de maior proporção, somado ao risco de comprometimento da estrutura ferroviária, levanta um cenário assustador: vagões despencando sobre a via pública. 

Moradores afirmam que o problema não é recente. O solo estaria cedendo há meses, agravado pelo período chuvoso. A erosão avança silenciosamente, enquanto a comunidade cobra providências urgentes. 

“Não queremos esperar acontecer uma tragédia para alguém tomar atitude. Está visível que o terreno está instável”, reforça outro morador da região. 

Ausência de fiscalização

De acordo com os relatos, até o momento não houve sinalização de interdição, vistoria técnica pública ou qualquer medida preventiva visível por parte do poder público ou da concessionária responsável pelo trecho ferroviário. 

A VLI é a administradora da linha férrea que corta o município e, segundo moradores, também deveria acompanhar possíveis riscos estruturais ao longo da malha.