Moradores, comerciantes e usuários da MG-431 intensificaram a mobilização em torno da execução da obra do Trevo do Padre Eustáquio. Além da cobrança pública já existente, um abaixo-assinado passou a circular de forma online com o objetivo de medir a insatisfação popular e pressionar os responsáveis pela liberação dos recursos.
Em 2024, o vice-governador, Matheus Simões (NOVO), assumiu publicamente o compromisso do Governo do Estado de destinar R$ 30 milhões para a reestruturação do trevo. Na ocasião, destacou que o repasse está condicionado à municipalização do trecho, já que o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) não executará diretamente a obra.
Após o anúncio, a prefeitura informou ter cumprido as exigências técnicas e a empresa Porto Assunção foi contratada para elaborar o projeto executivo, que já foi aprovado pelo DER-MG. Atualmente, Itaúna atua na fase final do processo de municipalização, etapa considerada decisiva para a liberação dos recursos estaduais.
O projeto prevê a construção de duas alças de acesso: uma inferior, no sentido dos bairros, e outra superior, no sentido do Centro, com o objetivo de organizar o fluxo e reduzir conflitos viários. O custo estimado gira em torno de R$ 25 milhões. Caso o valor total prometido pelo Estado — R$ 30 milhões — não seja integralmente utilizado, o saldo poderá ser aplicado em melhorias complementares nas vias adjacentes.
Como ficará o projeto
A proposta técnica contempla reconfiguração completa do entroncamento, separando fluxos e criando alternativas mais seguras tanto para motoristas quanto para pedestres.
O abaixo-assinado, mobilizado pelo vereador Rosse Andrade (PL), vai além da simples coleta de assinaturas. O formulário apresenta uma série de perguntas obrigatórias com o objetivo de traçar o perfil dos usuários e dimensionar o nível de insatisfação com a atual estrutura.
Entre os questionamentos, os participantes são convidados a responder se acreditam que o trevo atende bem ao fluxo de trânsito no local, com opções “Sim” ou “Não”. Outra pergunta busca medir a frequência de uso da travessia, diferenciando quem utiliza o trecho menos de 10 vezes por semana e quem passa pelo local mais de 10 vezes semanalmente.
O formulário também identifica se o usuário utiliza o trevo como pedestre ou como condutor, ampliando a análise sobre os diferentes impactos da estrutura atual.
Há ainda perguntas voltadas à informação da população, como se o cidadão sabia que a responsabilidade pela manutenção e investimento no trecho é do Governo do Estado; se tinha conhecimento de que já existe um projeto aprovado em 2024 pela Prefeitura com aval do DER-MG; e se já teve acesso ou conhece o conteúdo desse projeto.
Outro ponto destacado no questionário afirma que a execução da obra dependeria de “vontade política” entre município e Estado, mencionando compromisso verbal assumido pelo então governador em exercício à época.







