A Câmara aprovou nesta semana, uma moção de repúdio contra a Gasmig, em razão da condução das obras de instalação de gasoduto no município. Os vereadores apontaram falhas graves na execução dos serviços, classificando a atuação da empresa como “irresponsável e desorganizada”, sobretudo no que diz respeito à recomposição das vias públicas, à falta de planejamento e à ausência de comunicação prévia à população.
Durante a discussão e aprovação da moção, o vice-presidente do Legislativo, Gustavo Barbosa, anunciou que irá solicitar ao Ministério Público a abertura de investigação para apurar possível dano ao erário. Segundo ele, há indícios de que a empresa — por meio de terceirizada — esteja realizando serviços de recomposição asfáltica de baixa qualidade.
“Solicitaremos também o mapeamento, por parte da empresa, de todas as vias que passaram por intervenções da Gasmig, para que o Ministério Público e a Câmara possam investigar e evitar um possível dano ao erário”, afirmou.
Outro ponto levantado pelos parlamentares foi a qualidade do material utilizado nas obras. O vereador Rosse Andrade criticou a reutilização de material retirado das escavações para recomposição do pavimento, o que, segundo ele, foge das práticas adequadas de engenharia. “Parte do material retirado na hora de cavar os buracos está sendo reutilizado para a recomposição do piso, com um material de má qualidade. Isso é uma prática incomum”, disse.
A falta de organização no trânsito também foi alvo de críticas. Ainda de acordo com Rosse Andrade, vias têm sido interditadas sem planejamento, sem autorização prévia dos órgãos municipais e sem qualquer tipo de aviso à população. “Outro ponto crítico é a interdição de vias descoordenadas, sem prévia autorização ou informação ao setor de trânsito do município. A cidade não é bagunça e a Gasmig tem que ter ciência disso”, declarou.
Já o vereador Léo Alves cobrou o cumprimento imediato da legislação municipal que determina o prazo máximo de 48 horas para o fechamento de buracos abertos em vias públicas. O parlamentar informou ainda que pretende endurecer as regras. “Inclusive estive em reunião com o procurador do município e vou fazer uma emenda à lei para que Itaúna tenha autonomia para aplicar multas às empresas que descumprirem a legislação”, destacou.
Até o momento, a Gasmig não se manifestou oficialmente sobre as críticas lançadas pelos vereadores.







