O embate entre os vereadores Léo Alves e Guilherme Rocha ganhou novos capítulos esta semana e expôs, mais uma vez, a divisão dos grupos que compõem o Legislativo.
A crise começou após Léo afirmar, em plenário, que a equipe da limpeza urbana — a mesma da gestão anterior — não estaria dando conta do serviço, chegando a levantar suspeitas de sabotagem: “Essas pessoas só podem estar te sabotando prefeito”. A fala repercutiu nas redes sociais após ser divulgada por Guilherme, que interpretou o posicionamento como ataque aos trabalhadores.
Na tentativa de conter o desgaste, Léo voltou à tribuna essa semana e elevou o tom contra o colega. Disse que suas críticas eram direcionadas aos cargos comissionados e não aos servidores da base, mas partiu para o confronto direto. “Agora o que não dá para aceitar é mentira com o nome da gente”, afirmou, antes de questionar Guilherme e cobrar resultados do mandato do vereador.
Dentre as “picuinhas” mencionadas por Léo, chamou atenção a acusação de que Guilherme teria ido até seu gabinete para “ameaçá-lo”, mencionando supostos problemas envolvendo sua esposa e seu cunhado. Segundo Léo, o episódio teria extrapolado o campo político.
Já Guilherme sustenta que a discussão envolvia questionamentos sobre possível nepotismo, ao citar que o cunhado do vereador ocuparia cargo comissionado no SAAE. Em resposta, Léo, em tom elevado, desafiou o colega: afirmou que, caso haja irregularidade, que o vereador formalize denúncia pelos meios legais, em vez de levar o assunto às redes sociais.
A resposta de Guilherme veio também em tom de enfrentamento, mas com tentativa de reposicionar o debate. Ele minimizou a repercussão das postagens e afirmou que suas críticas têm outro foco: as condições precárias enfrentadas pelos servidores da capina. Segundo ele, os trabalhadores atuam em situação insalubre, sem estrutura básica para necessidades fisiológicas ou alimentação adequada.
“Você é um dos menos que tenho problema aqui dentro, porque você trabalha e mostra resultado. Mas você tem que honrar e sustentar o que fala, pois foi muito claro o que foi dito na última reunião”, declarou. Ele também rebateu insinuações pessoais e negou explorar questões familiares. “Eu jurei com Léo que não falo de problemas pessoais ou vida particular, inclusive falei que meu filho poderia morrer se eu fizesse isso. Isso é a prova que não estou caçando mídia aqui”, disse.
Guilherme ainda reconheceu diferenças de atuação entre os dois parlamentares, citando que Léo já anunciou a destinação de recursos para o município. “O Léo trouxe R$4 milhões e eu não trouxe nada ainda, talvez consegui economias até o momento, e talvez no final do meu mandato eu poderei falar que trouxe alguma emenda”, afirmou.







