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Prefeitura diz que população saberá da UPA “em momento oportuno”

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Administração municipal evita informações sobre projeto, cronograma e investimentos previstos


Quase oito meses após movimentações que indicavam possíveis avanços na construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ainda neste ano, a Prefeitura de Itaúna segue sem apresentar prazos ou etapas para o início das obras. O tema foi abordado pelo Jornal S´Passo na última semana, depois de envio ao Executivo de questionamentos. As respostas chegaram somente no fim da tarde de sexta-feira, 24, já após o fechamento da edição de sábado, 25, porém, sem quaisquer informações concretas.

Em nota, a administração municipal afirmou que o projeto arquitetônico, com os croquis e estudos preliminares, além do local de implantação serão apresentados oficialmente à imprensa e à população em “momento oportuno”. Isso inclui dados relativos ao cronograma, previsão de investimentos e demais detalhes sobre os quais a reportagem perguntou e que o governo disse que divulgará futuramente, quando considerar adequado. Nos bastidores, circula a informação de que o terreno já está definido e que a UPA será no bairro Morada Nova.

Compromisso de campanha

A Prefeitura informou ainda que tem realizado reuniões em âmbito federal para apresentar o projeto e buscar apoio para as etapas de construção e credenciamento da futura Unidade de Pronto Atendimento. O Executivo reforçou que o processo seguirá critérios técnicos e normas do Ministério da Saúde, com o objetivo de garantir a habilitação da UPA para o recebimento de recursos federais de custeio após a conclusão. A administração garantiu ainda que mantém diálogo com diferentes esferas de governo e instituições, visando não apenas a implantação, mas também a manutenção ao longo do tempo.

O posicionamento reforça o cenário já apontado anteriormente: embora a UPA tenha sido anunciada ainda durante a campanha do atual prefeito como prioridade, após praticamente um ano e oito meses de gestão não há avanços concretos visíveis. Em janeiro, houve apresentação preliminar do projeto e busca por apoio político em Brasília. Desde então, a única medida efetiva registrada foi a autorização do Legislativo, em maio, para a abertura de crédito especial de até R$ 1 milhão no Orçamento municipal. Ainda assim, não há confirmação sobre a utilização desses recursos nem sobre o início de procedimentos para a execução de obra.

A implantação da UPA é considerada estratégica para desafogar o atendimento de urgência e emergência no município. Atualmente concentrado no Pronto Socorro do Hospital Manoel Gonçalves, o serviço enfrenta alta demanda e desafios constantes.