Dados do Painel Info Dengue, mantido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontam que Itaúna está em situação de alerta verde para a doença. Boletim atualizado na última terça-feira, 21, mostra que o município teve 691 notificações da enfermidade de janeiro a julho de 2026. No mesmo período do ano passado foram contabilizados 1.189 casos, o que significa que houve uma redução de 41,88%.
Além da Dengue, Itaúna registrou um caso de Chikungunya neste ano, contra três ocorrências nos sete primeiros meses de 2025. Não houve registros de Zika vírus em 2025 e nem em 2026 até o momento.
Apesar da queda nos registros, especialistas alertam que o risco da doença permanece. Dados meteorológicos associados ao monitoramento indicam que, durante o inverno, as condições climáticas foram, em vários momentos, menos favoráveis à transmissão do vírus, com temperaturas mínimas abaixo de 18°C e redução dos níveis de umidade. Esses fatores dificultam a reprodução do Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika.
Nas últimas semanas, porém, o cenário começou a mudar, com aumento da umidade do ar e elevação das temperaturas mínimas. A combinação pode favorecer a manutenção da circulação viral, mesmo fora do período tradicional de maior incidência das enfermidades provocadas pelo mosquito.
Por isso, o combate ao Aedes aegypti continua sendo essencial. A população deve manter cuidados como eliminar recipientes que possam acumular água parada e permitir o acesso dos agentes de combate a endemias durante as visitas domiciliares. Mesmo em períodos de menor número de casos, a vigilância permanece fundamental para evitar novos surtos.






