Uma operação articulada entre a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, setor de Fiscalização, Segurança Pública e a Polícia Militar resultou na desocupação de uma residência abandonada na região central de Itaúna. A intervenção ocorreu após queixas encaminhadas por moradores.
No endereço, quatro pessoas estavam utilizando o imóvel como abrigo improvisado e a abordagem transcorreu sem qualquer resistência. Após consulta aos dados dos envolvidos, não foram encontrados mandados de prisão em aberto ou outras pendências judiciais.
A prefeitura reforçou que cabe ao proprietário zelar pela conservação, vedação e segurança do imóvel e que, em situações de abandono ou irregularidade, o dono é notificado e tem prazo de 30 dias para regularização.
A Prefeitura orienta que denúncias sobre imóveis abandonados ou ocupações irregulares podem ser feitas pelos telefones da Ouvidoria: 3249-9771, 3249-9772 e 0800-283-5156, além do site oficial do Município.
Problema recorrente em diferentes bairros
O caso registrado no Centro está longe de ser isolado. Conforme já noticiado pelo Jornal S’Passo, há pelo menos três outras situações semelhantes em acompanhamento: duas no bairro das Graças e outra também na região central.
Levantamento obtido pela reportagem aponta que cerca de 40 pessoas em situação de rua estão atualmente catalogadas no município. No entanto, o número pode ser maior, já que há indivíduos que ainda não passaram por abordagem formal ou que são enquadrados apenas como dependentes químicos, embora também estejam vivendo nas ruas.
Entre as reclamações mais frequentes feitas por comerciantes e moradores estão a ocupação de portas de lojas, marquises, prédios públicos e imóveis particulares desocupados. Imagens de câmeras de segurança têm registrado episódios de pessoas fazendo necessidades fisiológicas em vias públicas durante o dia, além de relatos constantes de invasões a casas vazias, especialmente na área central.
Recentemente, um servidor público procurou a reportagem para denunciar a ocupação de um imóvel pertencente à sua família. Segundo ele, o local, atualmente fechado, passou a ser utilizado por pessoas em situação de rua e usuários de drogas, que estariam dormindo e consumindo entorpecentes no interior da residência situada na área central.
De acordo com o proprietário, a Polícia Militar já foi acionada diversas vezes. Contudo, sempre que a viatura se aproxima, os ocupantes deixam o imóvel e retornam pouco tempo depois. “O problema social cresceu muito e o poder público não está conseguindo acompanhar essa demanda”, afirmou, sob condição de anonimato.







