Vereadores criticam Gasmig e denunciam descaso, buracos e prejuízos causados pela empresa

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Após a repercussão da matéria publicada pelo Jornal S’Passo na última semana, que expôs uma série de transtornos causados por intervenções realizadas por empresa terceirizada da Gasmig em diferentes pontos da cidade, os vereadores não pouparam críticas sobre o fato. Embora a expansão da rede seja considerada um avanço na infraestrutura urbana, o que se questiona é a forma como o serviço vem sendo executado e, principalmente, a recomposição do asfalto. 

O vereador Giordane Alberto foi um dos mais incisivos. Ele pediu que a Gasmig seja formalmente notificada para melhorar imediatamente a sinalização das obras e agilizar a chamada operação tapa-buracos. Segundo ele, a situação já ultrapassou o limite do aceitável. 

“Não tem nada sinalizando. Vários carros com pneu estourado e rodas quebradas. Quase dez carros tiveram prejuízo próximo ao Rena, no São Geraldo. Isso é um absurdo”, afirmou. Para o parlamentar, a ausência de placas, cones e alertas luminosos coloca motoristas e pedestres em risco constante. 

O vereador Da Lua também criticou duramente a atuação da companhia. Em plenário, declarou que a empresa “está fazendo o que quer” e apontou falha na fiscalização por parte do Executivo. “Não está sendo fiscalizado pela Prefeitura”, disse, ao cobrar mais rigor no acompanhamento das intervenções. 

Já o vereador Beto do “Bandinho” classificou a postura da concessionária como “covardia”. Ele citou o caso da Rua Silva Jardim, na altura da Praça Luiz Ribeiro, nas proximidades do Supermercados ABC, onde um grande abatimento no asfalto vem preocupando moradores e comerciantes. “Toda vez que chove, a água mina e o buraco aumenta. Isso foi comerciante que me mandou. A situação está feia”, relatou. 

Beto também cobrou da Prefeitura uma notificação urgente à empresa para que os problemas sejam sanados em diversas vias do município. “Não dá para esperar acontecer um acidente mais grave”, alertou. 

Já o vereador Léo Alves cobrou a aplicabilidade do Projeto de Lei de sua autoria que cobra a realização do recapeamento em 24h, bem como a intensificação da fiscalização por parte do Executivo Municipal. “Também estamos orientando a todos os motoristas que tiverem prejuízo em seus veículos em decorrência da manutenção incorreta da via a relatarem o ocorrido por vídeo e fotos e registrarem Boletim de Ocorrência para entrar com uma ação judicial contra a Gasmig”, recomendou o vereador. 

Intervenção não resolveu 

A denúncia mais recente envolve justamente o abatimento na Rua Silva Jardim. No local, a via foi aberta para a passagem da tubulação de gás e, dias após o recapeamento, o asfalto cedeu, formando uma depressão considerável na pista. Motoristas relatam risco de danos aos veículos e perigo de acidentes, principalmente à noite e em períodos chuvosos. 

Moradores questionam a qualidade do serviço executado e apontam possível falta de compactação adequada do solo antes da recomposição do pavimento. Também há críticas à realização das obras em pleno período chuvoso, o que comprometeria ainda mais a estabilidade do asfalto. 

Após a repercussão nas redes sociais, a empresa esteve no local e iniciou intervenções, mas apenas na faixa recortada. Segundo moradores, o procedimento é insuficiente. “Quando ocorre esse tipo de problema, a empresa deveria analisar o solo e fazer a compactação e o recapeamento de uma área maior”, relatou um comerciante. 

As reclamações não se limitam à Silva Jardim. Nos últimos dias, intervenções mal concluídas também foram registradas na Avenida Jove Soares e na Avenida Doutor Miguel Augusto Gonçalves, conhecida como Reta de Santanense. Em vários pontos, o asfalto apresenta ondulações, remendos irregulares e pequenos afundamentos que, com o tráfego intenso, tendem a se agravar. 

Nesta semana, um morador voltou a gravar vídeo mostrando que o abatimento na Praça Luiz Ribeiro se agravou e estaria “esfacelando rua abaixo”. “Olha a situação, vieram aqui com retroescavadeira, mas de nada adiantou. Cadê a Gasmig, e os vereadores, e a Prefeitura de Itaúna? Até quando será esse descaso?”, questionou. 

A Gasmig informou, por meio de nota, que tomou conhecimento da situação na Rua Silva Jardim após a matéria. “A Companhia de Gás de Minas Gerais esclarece que não foi procurada anteriormente e tomou conhecimento da situação na Rua Silva Jardim após a publicação da matéria. Em resposta, a Gasmig realizará vistorias nos trechos afetados e enviará uma equipe para as manutenções necessárias.”