Caso Henay: acusado de matar mulher e forjar acidente na MG-050 pede liberdade

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O empresário Alison de Araújo Mesquita, de 44 anos, acusado de matar Henay Rosa Gonçalves Amorim e forjar um acidente na MG-050 para tentar encobrir o crime, pediu liberdade durante audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (7).

Durante o depoimento, Alison alegou que o acidente aconteceu após uma disputa pelo controle do volante durante uma discussão dentro do veículo. Segundo a versão apresentada pela defesa, o relacionamento do casal era marcado por conflitos, términos e reconciliações.

O empresário é réu pela morte de Henay, ocorrida em dezembro de 2025, em um apartamento localizado no bairro Nova Suíssa, na Região Oeste de Belo Horizonte. Conforme as investigações, a vítima foi morta por asfixia.

Após o crime, Alison teria colocado o corpo de Henay dentro do carro e seguido em direção a Divinópolis. Na MG-050, o veículo bateu contra um ônibus em uma tentativa de simular um acidente.

A suspeita da polícia começou após a perícia identificar que os ferimentos da vítima não eram compatíveis com a batida. Imagens registradas em uma praça de pedágio em Itaúna também levantaram dúvidas sobre a versão apresentada pelo empresário.

Segundo relato de uma funcionária do pedágio, Henay aparentava estar desacordada no banco do motorista, enquanto Alison conduzia o veículo do banco do passageiro e recusava ajuda.

Relembre o caso
Alison foi preso durante o velório de Henay, após a perícia apontar sinais de asfixia no corpo da vítima e inconsistências na versão do acidente apresentado pelo empresário.

O Ministério Público de Minas Gerais se posicionou contra a liberdade provisória do acusado. A Justiça deve analisar os documentos apresentados pela defesa antes de decidir se Alison responderá ao processo em liberdade ou continuará preso.