Déficit habitacional volta ao debate e vereador cobra avanço de projeto da Cohab, firmado em 2017 

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O tema da habitação voltou ao centro das discussões na Câmara, após manifestação do vereador Rosse Andrade, que apontou a existência de cerca de 1.800 famílias em situação de déficit habitacional no município. Durante pronunciamento, o parlamentar cobrou explicações sobre a falta de avanço na construção de moradias populares previstas em parceria firmada ainda em 2017 com a Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais. 

Segundo o vereador, uma área localizada no bairro Santa Edwiges, que já conta com infraestrutura básica como ruas abertas, permanece sem utilização, apesar de ter sido destinada à implantação de um conjunto habitacional. Ele questionou os motivos que impediram o andamento do projeto e pediu esclarecimentos ao líder do prefeito na Câmara sobre a ausência de continuidade do termo de cooperação firmado à época. 

“Eu passo pelo Santa Edwiges e me deixa muito triste ver aquela área enorme parada e sem serventia. Temos umas 1.800 famílias em déficit habitacional na cidade no local já tem todas as ruas e tudo pronto para receber as casas populares prometidas há alguns anos. Afinal, o que falta para isso sair do papel? Porque a Cohab não deu prosseguimento ao termo de cooperação?” 

O acordo mencionado foi assinado em 24 de abril de 2017, durante a gestão do então prefeito Neider Moreira, em parceria com a Cohab/MG, presidida naquele período por Alessandro Marques. O protocolo previa a criação de condições para viabilizar, em curto prazo, a construção de moradias voltadas à população de baixa renda, dentro do programa Cohab Mais Perto. 

Naquele momento, o município enfrentava um déficit habitacional estimado em cerca de cinco mil famílias. Como parte das etapas iniciais, foi realizado um estudo de demanda entre março e abril de 2017, que registrou mais de cinco mil inscritos interessados em adquirir unidades habitacionais por meio de programas sociais. O terreno destinado ao empreendimento, com aproximadamente 19 mil metros quadrados, chegou a ser vistoriado e considerado apto para receber as construções. 

Apesar da expectativa gerada, nenhuma unidade habitacional do projeto foi construída até o momento. Ao longo dos anos, o cenário habitacional de Itaúna apresentou alguma melhora, impulsionado pelo aumento da renda da população e pela implementação de programas como o Minha Casa Minha Vida, que prevê a entrega de novas unidades em breve. 

Diante da falta de avanços no projeto original com a Cohab, o Jornal S’Passo encaminhou questionamentos à Prefeitura de Itaúna solicitando esclarecimentos sobre a situação atual da área destinada ao empreendimento, bem como os entraves que impediram o início das obras.  

Também foram solicitadas informações sobre eventuais pendências relacionadas à regulação urbana, como licenciamento, regularização fundiária e aprovação de projetos, além de uma possível nova previsão para execução. Até o fechamento desta edição, não houve retorno.