Início Educação Deputada Lohanna pede retirada de projeto que propõe federalização da UEMG

Deputada Lohanna pede retirada de projeto que propõe federalização da UEMG

0
1117

Durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (1º/07), a deputada estadual Lohanna (PV) solicitou publicamente a retirada do Projeto de Lei que propõe a transferência da Universidade do Estado de Minas Gerais para a administração da União. O evento reuniu mais de 500 pessoas, entre estudantes, professores e representantes de diversas regiões do estado.

De autoria do Executivo mineiro, o projeto visa à federalização da UEMG como forma de abatimento da dívida do Estado. No entanto, o governo federal já sinalizou, no início de junho, que não pretende incorporar a instituição, o que, segundo a deputada, inviabiliza completamente a proposta.

“Estou pedindo que o governo retire esse projeto. A União já disse que não vai assumir a universidade. Como transferir algo a quem já declarou que não quer? É uma incoerência total”, criticou Lohanna.

A audiência também contou com a presença de secretários estaduais, como Sílvia Listgarten (Planejamento), Igor Icassati (Educação) e Luiz Claudio Gomes (Fazenda), que ouviram duras críticas tanto de parlamentares da oposição quanto da base aliada. A proposta vem sendo rechaçada por diferentes setores e classificada por alguns como uma ameaça à autonomia da universidade.

Além da federalização, a deputada também se posicionou contra o Projeto de Lei que permite a venda de imóveis pertencentes à UEMG com desconto de até 45%. Na avaliação dela, isso representa o início de um processo de desmonte da universidade pública mineira. “Se venderem os prédios de Divinópolis, Frutal, Passos… onde esses estudantes vão ter aula? Numa loja do Zema?”, ironizou.

Lohanna destacou ainda o papel estratégico da UEMG para o Estado e os municípios, mencionando a colaboração da instituição na formação de estagiários, capacitação de profissionais e desenvolvimento de políticas públicas. “Quando a Prefeitura precisa fazer plano diretor, é a UEMG que apoia. Quando é necessário treinar servidores da saúde, é para lá que recorrem. Mas, na hora de proteger a universidade, querem rifar tudo? Isso é um absurdo”, apontou.

A deputada também questionou a ausência da Fundação João Pinheiro no projeto, sugerindo que o próprio corpo técnico do governo optou por preservar a instituição em que atua. “Se fosse tão vantajoso assim, por que a Fundação não está na lista? Porque sabem da importância dela e querem defendê-la — e estão certos. Eu também defendo. Mas também defendo a UEMG, a Unimontes e a educação pública mineira.”