Assistência social realizou mais de 600 abordagens este ano, mas problema continua sério na cidade
Os episódios envolvendo pessoas em situação de rua divulgados pelo Jornal S’Passo na semana passada — como o caso de uma mulher utilizando a fonte da Praça Doutor Augusto Gonçalves para banho e, no dia seguinte, protagonizando um surto em via pública, além da presença recorrente dessas pessoas no saguão do Pronto Socorro — seguem repercutindo e motivaram posicionamento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social.
Em resposta à reportagem, a secretária da pasta, Júlia Pereira, detalhou as ações adotadas pelo município e apresentou dados sobre o atendimento realizado nos primeiros meses do ano. Segundo ela, as ações são contínuas e baseadas em abordagens sociais realizadas diariamente, inclusive no período noturno.
“O trabalho é executado por equipes especializadas que atuam diretamente nos territórios, buscando compreender a realidade de cada indivíduo e oferecer suporte conforme as necessidades identificadas”, afirmou.
“De janeiro e março deste ano, foram registradas 669 abordagens sociais e a liberação de 61 benefícios eventuais desse tipo”, revelou. Entre esses benefícios, está a concessão de passagens por meio do Posto do Migrante, que possibilita o retorno ao município de origem ou o restabelecimento de vínculos familiares, desde que haja interesse da pessoa atendida.
Júlia Pereira reforçou que a atuação do município segue as diretrizes da Política Nacional de Assistência Social, o que limita medidas mais incisivas. “O atendimento à população em situação de rua deve respeitar os direitos fundamentais, sendo proibidas ações de caráter coercitivo, como a retirada forçada de pessoas de espaços públicos”, pontuou.
Por fim, a secretária afirmou que a pasta mantém o compromisso com uma atuação humanizada. “Seguimos comprometidos com uma atuação ética e humanizada, voltada à construção de alternativas que contribuam para a superação da vulnerabilidade social.”







