Unidades do Minha Casa, Minha Vida, faixa 2, serão construídas na Piedade

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Área do antigo “Buracão”, próxima ao Parque do Sindimei e ao lado do Campo do Flamengo vai receber 108 casas

A paisagem que por anos foi conhecida pelos itaunenses como “buracão”, na Rua Aurélio Campos, está prestes a ganhar um novo significado. O que antes era visto como um vazio urbano, pouco aproveitado, pode se transformar em um dos pontos mais valorizados da cidade — não apenas pela localização estratégica entre os bairros Novo Horizonte e Morro do Sol, mas também pela vista privilegiada que oferece de Itaúna. Em breve, o cenário deve dar lugar a um conjunto habitacional do programa Minha Casa, Minha Vida, faixa 2, mudando a vida de muitas famílias.

Com a atualização dos critérios pelo Governo Federal, a Faixa 2 agora atende famílias com renda de até R$ 5.000,00 mensais. Antes, o limite era de R$ 3.200,00. A ampliação abre espaço para que a classe média também possa financiar o primeiro imóvel com condições facilitadas, ampliando o alcance social do programa.

Outro ponto que chama atenção é a definição do local. Diferentemente de especulações anteriores que apontavam regiões como os bairros Santa Edwiges ou Murilo Gonçalves, o empreendimento deve mesmo sair do papel na área da Rua Aurélio Campos.

De acordo com as informações levantadas pelo Jornal S’Passo, a Prefeitura já se movimenta para anunciar o local onde serão construídas as unidades habitacionais. O processo de seleção dos candidatos cadastrados foi feito pela Caixa Econômica Federal, de acordo com critérios diversos. Das 108 unidades, duas serão destinadas a homens e 106 para mulheres.

Mudanças nesta semana

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil passaram a operar, a partir desta quarta-feira (22), com as novas regras do Programa Minha Casa Minha Vida, ampliando o alcance do financiamento habitacional no país. As mudanças permitem agora a aquisição de imóveis de até R$ 600 mil e contemplam famílias com renda mensal de até R$ 13 mil, o que representa uma expansão relevante em relação aos limites anteriores.

Na prática, a reformulação eleva tanto os tetos de renda quanto os valores máximos dos imóveis em todas as faixas do programa, facilitando o acesso a unidades maiores ou melhor localizadas, com taxas de juros inferiores às praticadas no mercado tradicional. A expectativa do governo federal é de que ao menos 87,5 mil famílias sejam beneficiadas com condições mais vantajosas de financiamento.

Entre as principais alterações estão os novos limites de renda por faixa. A Faixa 1 passa a atender famílias com renda de até R$ 3.200; a Faixa 2, até R$ 5.000; a Faixa 3, até R$ 9.600; e a Faixa 4, até R$ 13.000. Como as taxas de juros aumentam gradualmente conforme a renda, a ampliação dos limites permite que famílias que antes estavam em faixas superiores — e, portanto, pagavam juros maiores — passem a se enquadrar em categorias com taxas mais baixas.

Na prática, isso significa redução direta no custo do financiamento. Famílias com renda entre R$ 4.700,01 e R$ 5 mil, por exemplo, deixam de se enquadrar na Faixa 3 e passam para a Faixa 2, reduzindo os juros de cerca de 8,16% ao ano para aproximadamente 7% ao ano. Da mesma forma, quem tinha renda entre R$ 8.600,01 e R$ 9.600 migra da Faixa 4 para a Faixa 3, com taxas que caem de cerca de 10% ao ano para até 8,16%.

Outra mudança importante diz respeito ao valor máximo dos imóveis financiáveis. Nas Faixas 1 e 2, os limites passam a variar entre R$ 210 mil e R$ 275 mil, dependendo da localidade. Já na Faixa 3, o teto sobe de R$ 350 mil para R$ 400 mil, enquanto na Faixa 4 o limite avança de R$ 500 mil para R$ 600 mil. A medida amplia o leque de opções disponíveis aos compradores, permitindo acesso a imóveis de melhor padrão ou localização. 

Com isso, famílias enquadradas na Faixa 3, por exemplo, passam a ter acesso a imóveis até R$ 50 mil mais caros do que anteriormente, enquanto na Faixa 4 o ganho chega a R$ 100 mil.