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Fila por prótese dentária tem mais de 300 pessoas e espera chega em média a um ano

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Saúde afirma que laboratório atende cerca de 20 pessoas por mês e não descarta terceirização

Itaúna possui atualmente 310 usuários da rede de pública de saúde à espera de uma prótese dentária. O dado foi confirmado pela Secretaria Municipal de Saúde, que informou que a demanda é acompanhada pela Gerência de Odontologia e segue critérios técnicos para ordem de inclusão na fila.

Apesar do volume de pacientes, a pasta garantiu que o serviço opera dentro da normalidade, sendo aproximadamente um ano o tempo médio para atendimento, enquanto a capacidade mensal de produção é de cerca de 20 próteses.

De acordo com a administração municipal, a fila não apresentou aumento significativo nos últimos meses e mantém comportamento linear. “Trata-se de uma fila dinâmica, com inclusão contínua de novos pacientes, conforme avaliação clínica”, argumentou a Secretaria de Saúde.

O atendimento, conforme as informações, segue um fluxo técnico que inclui etapas como avaliação, moldagem, provas, ajustes e instalação das próteses. Segundo a gestão do serviço, essas fases não podem ser reduzidas sem comprometer a qualidade e a segurança do tratamento.

Ao contrário de relatos feitos à reportagem, com reclamações sobre prazo e relatos de possíveis paralisações, a Prefeitura negou interrupções recentes do trabalho do laboratório. “A unidade permanece em funcionamento regular e atendendo diariamente. Também não há registro de falta de insumos para a confecção das próteses”, garantiu a área responsável.

Terceirização em estudo

Outra informação recebida pelo Jornal S´Passo foi referente à intenção da Prefeitura terceirizar o Laboratório de Próteses. Embora negue dificuldades no funcionamento da unidade, a Prefeitura confirmou a possibilidade de terceirização. 

“A medida encontra-se em fase de avaliação quanto à sua viabilidade técnica, administrativa e financeira, não havendo, até o momento, decisão ou definição formal sobre sua implementação”, disse a gestão do serviço.

Realização de exames na Policlínica está normalizada, diz Prefeitura

Após uma crise que marcou o mês de junho, devido à paralisação de atendimentos no laboratório de análises clínicas da Policlínica Doutor Ovídio, a Secretaria de Saúde informou que o funcionamento foi normalizado. Na época, as reclamações dos usuários eram de que não havia possibilidade de realizar exames na unidade e, a partir dos diversos relatos, vereadores apontaram que as falhas eram motivadas por equipamento estragado e falta de materiais. As informações foram confirmadas na ocasião pela reportagem, em contato com a unidade.

O problema, de acordo com o setor, foi resolvido com a substituição de uma lâmpada no equipamento de bioquímica, concluída no dia 18 do mês passado. As coletas, conforme informado, foram retomadas no dia seguinte e, desde então, os exames vêm sendo realizados regularmente. Também segundo a área, o abastecimento dos materiais necessários encontra-se regular.

Coletas

Atualmente, o laboratório realiza coletas de segunda a sexta-feira, das 6h30 às 8h30. São oferecidos exames como hemograma, ureia, creatinina, glicemia de jejum, curva glicêmica, proteínas totais, albumina, TGO, TGP, Gama GT, bilirrubinas, triglicerídeos, colesterol, além de exames de fezes e urina, entre outros.

Para atendimento, os pacientes devem comparecer em jejum mínimo de oito horas. As amostras de urina e fezes devem ser coletadas em casa e entregues conforme orientação.

Além da rotina diária, às terças-feiras são realizadas coletas para exames de carga viral, encaminhados para processamento pela rede estadual. Às quartas-feiras, há atendimento prioritário para gestantes.