As intervenções realizadas pela Gasmig em Itaúna têm gerado indignação crescente entre moradores, comerciantes e no meio político. A insatisfação que é relatada há pelo menos três edições do Jornal S’Passo, chegou oficialmente à Câmara e motivou nesta semana a protocolização de uma moção de repúdio contra a atuação da empresa no município.
A crítica é dura e direta. Segundo os parlamentares, as obras de instalação do gasoduto vêm sendo conduzidas de forma “irresponsável e desorganizada”, com uma série de falhas que impactam diretamente o dia a dia da população.
Na justificativa da moção, os vereadores apontam que “as obras têm sido marcadas por recorrentes falhas graves”, destacando a abertura de valas sem recomposição adequada do asfalto e o uso de materiais considerados de baixa qualidade. Em muitos pontos da cidade, buracos permanecem abertos por longos períodos, criando verdadeiras armadilhas para motoristas e pedestres.
Outro ponto que revolta é a falta de planejamento. “Verifica-se a completa ausência de comunicação prévia à população”, afirma o texto, ressaltando que ruas são interditadas de forma repentina, sem aviso, gerando transtornos à mobilidade urbana e dificultando a rotina da cidade.
Os impactos no comércio também são considerados graves. De acordo com a justificativa, há situações em que as obras chegam a “bloquear acessos e, na prática, ‘fechar’ estabelecimentos comerciais”, impedindo a entrada de clientes e provocando prejuízos financeiros. Para os comerciantes, o que deveria representar desenvolvimento acabou se tornando sinônimo de perda.
A situação se agrava ainda mais com relatos de danos materiais. O documento menciona que veículos já foram avariados ao passar por trechos com buracos abertos e sem sinalização adequada, o que evidência, segundo o vereador, “negligência quanto às medidas mínimas de segurança”.
Além dos transtornos imediatos, a má execução dos reparos tem deixado sequelas nas vias públicas. Afundamentos, irregularidades no asfalto e remendos mal feitos se multiplicam pela cidade, comprometendo a infraestrutura e aumentando o risco de acidentes.
Diante desse cenário, os parlamentares cobram uma reação firme do poder público. No texto, eles defendem que é “imprescindível que o Poder Público Municipal adote medidas enérgicas de fiscalização e cobrança”, exigindo da empresa o cumprimento das normas técnicas, melhor qualidade na recomposição das vias e mais transparência nas intervenções.
A moção também faz um alerta importante: “Que esta situação não seja naturalizada”. Para os vereadores, o desenvolvimento urbano não pode ocorrer “às custas da desorganização, do prejuízo coletivo e da insegurança da população”.
A iniciativa agora será encaminhada oficialmente à empresa, aumentando a pressão para que a Gasmig reveja sua atuação em Itaúna.







