Tensão política na Câmara com nova CPI e embate após decisão judicial 

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A crise política que há meses se arrasta na Câmara ganhou um novo capítulo na reunião ordinária realizada nesta terça-feira (17). O cenário envolve disputas entre vereadores, questionamentos judiciais e a abertura de mais uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), ampliando o clima de instabilidade no Legislativo. 

Durante a sessão, foi apresentada resposta a uma questão de ordem protocolada pelos vereadores Guilherme Rocha e Wenderson da Usina, relacionada a um mandado de segurança que aponta possíveis irregularidades na tramitação da chamada “CPI da Comunicação”, também conhecida como “CPI do Compadrio”. A comissão investigava a contratação do chefe de Comunicação da Câmara, André Messias, sob suspeita de finalidade política, além do uso de um perfil em rede social associado a um parlamentar. 

Com a decisão judicial que negou o pedido liminar e encerrou o mandado de segurança, foi mantido o entendimento que havia levado ao arquivamento do recurso que tentava dar continuidade à investigação anterior. Na prática, o desfecho abriu caminho para que outra apuração fosse colocada em pauta no Legislativo. 

Diante disso, foi oficializada a criação da chamada “CPI Castor”, voltada a investigar a destinação de madeira e móveis provenientes de materiais retirados das margens do Rio São João, em período em que a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços estava sob responsabilidade de um vereador. 

A nova comissão foi instituída por meio de portaria e terá como membros os vereadores Kaio Honório, Israel Lúcio e Lacimar Cezário. A formação, no entanto, não ocorreu sem ruídos internos. 

Inicialmente, outros parlamentares haviam sido indicados para compor o grupo, mas recusaram participação após alegarem não terem sido previamente consultados sobre a nomeação. A desistência forçou a recomposição da comissão, evidenciando divergências já existentes nos bastidores da Casa. 

O episódio também reforça o ambiente de tensão entre os vereadores, marcado por trocas de acusações, judicialização de decisões internas e disputas políticas que vêm se intensificando nos últimos meses.