Uma denúncia recente envolvendo duas servidoras da Prefeitura reacendeu o debate sobre o uso e a fiscalização de veículos públicos em Itaúna.
A discussão também trouxe à tona um caso de 2022, envolvendo quatro pessoas, entre elas o candidato a deputado estadual Kaio Guimarães, o atual vice-presidente da Câmara, Gustavo Barbosa, e o então vereador Ener Batista. Os quatro foram investigados após se deslocarem de Itaúna para Belo Horizonte, em um veículo oficial da Câmara, para participar de uma recepção a Jair Bolsonaro.
O Ministério Público entendeu que não havia interesse público que justificasse a viagem. O caso resultou em Acordo de Não Persecução Cível, com confissão de culpa e dolo, ressarcimento solidário do valor gasto aos cofres da Câmara e repasses ao Fundo Especial do Ministério Público, a título de reparação por dano moral coletivo.
A Câmara possui uma regulamentação que proíbe o uso particular dos veículos, mas permite exceções autorizadas pela presidência. Para deslocamentos dentro de Itaúna, a solicitação pode ser feita verbalmente pelos vereadores, sem requerimento formal ou justificativa prévia.







