Vereador denuncia que empresa estaria fornecendo frutas e verduras impróprias para merenda escolar

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Nesta semana foi feita uma grave denúncia no plenário da Câmara pelo vereador Israel Lúcio, envolvendo a merenda escolar do município. Em tom duro e sem amenizar palavras, o parlamentar relatou a entrega de frutas e verduras em estado impróprio para consumo nas escolas do município, fornecidas por uma empresa contratada por mais de R$ 1,1 milhão.
Segundo Israel, a empresa vencedora do Pregão nº 004/2026, contratada por R$ 1.124.203,20 para abastecer escolas com hortifrutigranjeiros, teria enviado alimentos deteriorados. O vereador descreveu cenas que classificou como “inadmissíveis”, com produtos “podres, com mofo e mal armazenados”.
“Mandar para as escolas esse tipo de merenda… as bananas por cima até bonitas, mas quando levantava estavam todas podres. Isso aqui é para dar para porco — e é perigoso o porco passar mal”, disparou em plenário, mostrando as imagens no telão.
A indignação aumentou ao relatar a condição de outros itens. “Olha o tomate, cheio de mofo. Isso não tem condição. Não é uma situação isolada, não foi uma ou duas entregas. É um padrão”, afirmou. 
Sem poupar críticas, Israel Lúcio questionou a responsabilidade da empresa e elevou o tom ao sugerir consequências mais severas. “O dono de uma empresa que manda um lixo desse para as nossas escolas tinha que estar preso. Nem na cadeia se come uma comida desse jeito, e o cara manda isso para criança”, disse.
A empresa citada é a Sabores Distribuidora de Alimentos LTDA, sediada em Belo Horizonte. O contrato foi firmado com o município, tendo como contratantes as secretarias municipais de Educação, Infraestrutura e Cultura e Turismo.
De acordo com o vereador, a situação só veio à tona após fiscalização e denúncias. “Depois falam que a gente não fiscaliza. Está aqui: a gente fiscaliza, sim”, rebateu.
A repercussão do caso já provocou medidas administrativas. Conforme informações apuradas pela reportagem, a Prefeitura formalizou o distrato contratual com a empresa após notificações da fiscalização. A gestão municipal agora se prepara para convocar a segunda colocada no processo licitatório. 
Israel Lúcio afirmou ainda que esteve com a secretária de Educação Regina Célia, que confirmou o pedido de cancelamento do contrato. Apesar disso, o vereador não poupou críticas à condução do caso e à gravidade da situação. 
“Isso tinha que ter polícia na hora que esse caminhão estava sendo descarregado. Quem manda lixo para escola não pode simplesmente sair impune”, concluiu.