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Mudança na contratação de médicos nas Estratégias de Saúde da Família mobiliza moradores

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A alteração nas regras para contratação de médicos que atuam nas Estratégias de Saúde da Família em Itaúna tem provocado repercussão entre moradores, profissionais da saúde e vereadores. A mudança, que prevê a substituição de contratos para o modelo de pessoa jurídica, foi tema de manifestação durante participação popular na Câmara. 

A líder comunitária Adriana Souza, presidente da Associação de Moradores dos bairros Vila Tavares, Vila Vilaça, Antunes e Eldorado, utilizou a tribuna para expor a insatisfação da comunidade. Segundo ela, a preocupação surgiu após ser procurada, tanto por médicos quanto por usuários dos postos de saúde. 

“Fui procurada por amigos médicos e também por usuários dos postos de saúde, todos com receio dessa mudança. Existe um temor muito grande de perda na qualidade do atendimento”, afirmou. 

Durante sua fala, Adriana destacou ainda o vínculo construído ao longo dos anos entre profissionais e pacientes como um dos principais pontos de atenção. Para ela, a possível substituição ou alteração nos contratos pode comprometer a continuidade do cuidado. 

Como forma de mobilização, a líder comunitária anunciou a elaboração de um abaixo-assinado pedindo a manutenção das equipes médicas atualmente atuantes nas unidades de ESF. 

Em resposta à manifestação, o presidente da Câmara, Antônio de Miranda, explicou que os vereadores já discutiram o tema com o Secretário Municipal de Saúde e, segundo ele, a mudança tem como objetivo gerar economia aos cofres públicos. 

“Em conversa dos vereadores com o secretário municipal, foi informado que o procedimento vai gerar uma economia grande para o município, e que esse valor será reinvestido na Saúde”, destacou. 

Toinzinho também ponderou que a mudança pode impactar diretamente os profissionais. “Haverá, de fato, impactos e quem vai perder um pouco é o médico. Inclusive, conversei com um médico que é meu sobrinho perguntando se ele vai deixar de atender pelo motivo de transferir para modalidade CNPJ e ele disse que não haveria problema”, relatou. 

O vereador líder do governo na Câmara, Léo Alves, também se manifestou em defesa da medida. Segundo ele, a mudança já havia sido previamente apresentada aos parlamentares. “Em agosto do ano passado todos os vereadores foram chamados para uma reunião e foram explicadas todas as vantagens e benefícios da mudança”, afirmou. 

O parlamentar rebateu ainda as preocupações sobre possíveis prejuízos na continuidade dos atendimentos. “Falar que tratamentos não serão prosseguidos por alteração do profissional não procede, já que existem prontuários e eles servem justamente para isso, fazer o histórico de acompanhamento do paciente”, disse. 

Léo Alves acrescentou que a rotatividade de médicos não está diretamente ligada ao modelo de contratação. “Se o médico receber uma proposta melhor, ele vai embora para outra cidade, não é por causa da alteração para CNPJ”, completou. 

O presidente da Câmara afirmou que o tema continuará sendo acompanhado pelos parlamentares e que novas discussões devem ocorrer. “Vamos questionar novamente ao secretário sobre esses pontos e levar sua demanda a ele”, garantiu.